3 de mai de 2013

LÁBREA CELEBRA 28 ANOS DE MARTÍRIO DE IRMÃ CLEUSA, MISSIONÁRIA AGOSTINIANA RECOLETA.

Prelazia de Lábrea
Lábrea-AM


Túmulo de Irmã Cleusa


Lábrea celebrou no último 29 de abril, os 28 anos de Martírio de Ir. Cleusa. O povo labrense celebrou esta data com uma Caminhada que iniciou na Catedral Nossa Senhora de Nazaré às 19h.

Durante a caminhada refletiu-se os Temas: Ir. Cleusa, uma mulher de fé / Ir. Cleusa e a Juventude / Ir. Cleusa e os Povos Indígenas. Por volta das 20h foi celebrada a Eucaristia na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, onde Ir. Cleusa está sepultada. Após a missa as pessoas expressaram o carinho visitando o túmulo de Ir. Cleusa e partilhando um delicioso mungunzá preparado pela Ir. Itárica.


Indígenas do Purus


"Vale a pena arriscar-se." Ir. Cleusa.

OS AGOSTINIANOS RECOLETOS AGRADECEM A BENTO XVI SEU AMOR A SANTO AGOSTINHO E LHE FELICITAM EM SEUS 86 ANOS.

Cúria Geral OAR
Roma-Itália


 
Não é segredo para ninguém o trato preferencial que o papa Bento XVI reservava a santo Agostinho, a quem tem como “companheiro de viagem” de toda sua vida. Coincidindo com a celebração de seus 86 anos, os agostinianos recoletos quiseram presenteá-lo com a apresentação digital de umas pinturas memoráveis sobre a vida de Agostinho que foram impressas na Baviera em 1758.

Em homenagem a Bento XVI oferecemos uma montagem digital que leva o título: “O outro Agostinho que veio da Baviera”.

 
De alguma forma, os agostinianos recoletos se sentem em dívida com o papa Ratzinger que acaba de retirar-se à vida privada e de completar 86 anos (no último dia 16 de abril). Manifestam-lhe sua gratidão com um pequeno detalhe: dando a conhecer um material bem próximo a ele e, como ele, propagador da figura de santo Agostinho. Se, nos últimos tempos, foi um papa bávaro o grande difusor do pensamento agostiniano, no século XVIII também veio da Baviera uma das obras que mais contribuíram para o conhecimento e para a representação plástica do Santo de Hipona.

Em homenagem a Bento XVI oferecemos uma montagem digital que leva o título: “O outro Agostinho que veio da Baviera”. Apresentamos um ramalhete de pinturas sobre a vida de santo Agostinho, um álbum de desenho barroco e densidade de conceitos impresso na terra de Bento XVI. Seus autores foram o pintor Johann Anwander e, como gravadores, os irmãos Joseph Sebastian e Johann Baptist Klauber. Veio à luz no ano 1758, em Augusta (Aubsburg), a poucos quilômetros do povoado natal de Ratzinger.

Dois séculos e meio antes do Papa bávaro, o álbum de Anwander e Klauber realizou um trabalho semelhante ao seu: a difusão da figura de Agostinho. Estendeu-se por todo o mundo e serviu de inspiração a todo tipo de artistas. Também no século XX, para solenizar o XVº Centenário da morte do Santo (1930) ou no XVIº de seu nascimento, tanto agostinianos como agostinianos recoletos se serviram das velhas pinturas editadas na Baviera, reproduzidas depois na Barcelona. Nos conventos espanhóis de Marcilla, Monteagudo e San Millán de la Cogolla pode ser contemplada a coleção em pinturas ampliadas e adequadamente emolduradas.

São um total de 19 pranchas concebidas a modo de cómic (historieta em quadrinhos), com abundantes legendas tomadas basicamente da Bíblia e das Confissões de santo Agostinho. Os textos estão todos em latim, por isso se fez necessário traduzi-los ao espanhol e explicá-los convenientemente. Enfim, como fundo musical mais de acordo, se buscou uma melodia alemã que falasse de santo Agostinho; concretamente, a ária “Or mi pento” do oratório “La conversione di Sant’Agostino” (A conversão de santo Agostinho), composta em 1750 por Johann Adolf Hasse, em execução da Akademie Für Alte Musik (Academia de Música Antiga) de Berlim.


29 de abr de 2013

REUNIÃO DOS SUPERIORES MAIORES AGOSTINIANOS RECOLETOS EM ROMA.

Cúria Geral OAR
Roma-Itália


Em Roma, na Cúria Geral, entre 8 e 13 de abril, tiveram lugar as sessões de trabalho do Prior Geral, seu Conselho e os oito priores provinciais que representam toda a Ordem. O tema central, analisado desde todos os pontos de vista, era a revitalização, que os provinciais haviam tratado previamente com seus respectivos conselhos. Esta intensa experiência de comunhão teve seu ponto auge pelo encontro com o Papa Francisco e pela mensagem que o padre Geral lhe dirigiu.

O primeiro objetivo do encontro era tomar a pulso processo de revitalização da Ordem. A palavra pertencia aos priores provinciais, que concordam o fato de que já se passou o momento inicial da surpresa. Os documentos de mentalização que publicados até o presente momento vão calando nos religiosos, nas comunidades, delegações, vigararias e províncias.

A questão é encaminhar a mudança a partir de uma identidade própria. Para tanto se requer aprofundar a identidade e a missão agostiniano-recoletas, que nasce do encontro com Cristo e adquire forma a partir de uma historia e espiritualidade particulares. Habilidosamente se formulou todo um plano de formação para jovens e adultos, tanto nas etapas iniciais como no dia a dia das comunidades. Insistiu-se na partilha do carisma e da missão com os leigos, especialmente com as fraternidades seculares. Foi comunicada a recente criação para toda a Ordem de uma equipe de revitalização dos exercícios espirituais, oficinas de oração e centros de espiritualidade. Apresentou-se um projeto geral de revitalização de paróquias segundo as exigências da nova evangelização. A cada uma das demarcações e nações se lhes pede elaborar o próprio projeto de vida e missão, e todos devem estar integrados a um projeto unitário da Ordem.

O próprio estilo, a comunidade

O estilo é a pessoa, como se diz, faz parte da própria identidade. No caso dos agostinianos recoletos, seu estilo e a primeira nota de sua identidade é o caráter comunitário. No entanto, os perigos do individualismo ou do provincialismo estão sempre à espreita. E, a todo o momento, é preciso que sejam prevenidos reforçando a comunhão em todos os níveis.

Na comunhão se vê uma das chaves, tanto da renovação como da futura reestruturação. Aos provinciais foi apresentada uma agenda comum para todo o sexênio. Foi comunicada a preparação de uma base geral de dados da Ordem. Está se tentando definir e preservar em todo o mundo a marca “Agostinianos Recoletos” e sua imagem corporativa. Pede-se a colaboração de todos no sentido de articular uma completa rede de comunicações em todos os níveis. Estão sendo montados dispositivos, como a Equipe de Renovação, cujo campo de ação é o conjunto da Ordem. Estão sendo extensivas a todos os países as atividades interprovinciais como: as semanas de formação permanente ou as jornadas de formação própria, até agora centradas na Europa. Mesmo as missões estão sendo vistas nesta perspectiva, como terreno privilegiado no qual realizar a ação comunitária e interprovincial.

Com o papa Francisco

O Prior Geral saúda ao Papa Francisco, durante a audiência A experiência de comunhão dentro da Ordem se alimenta do que constitui as entranhas da Igreja. E é em Roma, junto ao Santo Padre, onde essa experiência é mais intensa e autêntica. Por isso se previu participar como grupo, representando a todos os agostinianos recoletos, da audiência pontifícia de quarta-feira.

No dia 10 de abril, a Praça de São Pedro estava em festa com a presença de centenas de grupos que, vindos de todo o mundo, giravam junto ao papa Francisco. Em sua alocução, com toda simplicidade formulou a chave da comunhão na Igreja: “Temos dignidade de filhos! Podemos viver como filhos! Comportemo-nos como verdadeiros filhos!”. Os agostinianos recoletos sentiram o impacto. Como se sentiu impactado o Prior Geral quando pode saudar o Pontífice e, após identificar-se, o escutou dizer: “Já vos conheço”.

Aquela breve entrevista, interrompida pelo reboliço da Praça São Pedro, o Prior Geral a completou dois dias depois, em uma mensagem remitida a Sua Santidade. Nela informava a Francisco da reunião em Roma dos máximos representantes da Ordem. Fez referência à audiência geral, que “foi para todos nós dizia uma experiência de comunhão”. E concluía manifestando a total disponibilidade dos recoletos: “com nossa oração, nossa vida comunitária e o serviço à Igreja desejamos reviver o espírito de santo Agostinho e buscar aquilo que mais nos inflama no amor a Deus e aos irmãos”.

Uns dias depois, da Secretaria de Estado chegava a resposta na qual o papa Francisco agradece a mensagem de adesão, pede aos agostinianos recoletos orações por ele e pelo fruto de seu serviço à Igreja e envia, finalmente, sua benção apostólica tanto ao Prior Geral como a todos os membros da família recoleta.