12 de jul de 2014

AMAR SEM MEDIDA.

Província Santa Rita de Cássia
Brasil


Compartilhamos aqui um artigo escrito pelo jovem Jerônimo (Blogueiro do Blog CATECISMO JOVEM) no qual nos convida a refletirmos sobre o AMOR:
 
        “No processo do Cristianismo amar é dispor de si para o outro, é um exercício que está atrelado à imitação de Cristo, isto é, em nos assemelharmos à toda sua capacidade de amar sem reservas. Esta imitação, nem sempre é fácil, e só se torna possível à medida que caminhamos sinalizados pela a humildade. Para nos fazer entender esse caminho, tomo emprestado o olhar de um grande santo e doutor da Igreja, São Gregório, que sabiamente nos dizia que a “humildade é uma descida rumo às alturas do Amor.” De fato, é através do movimento destas duas virtudes que o Verbo se revela e visita nossa humanidade, tornando-nos capazes de amar. Capacidade singular que impulsiona o homem o tempo todo a contemplar o horizonte da alteridade no rosto e no coração do seu próximo. Portanto, cabe ao ser humano imitar a pessoa de Jesus Cristo em gestos e palavras como nos relata o Papa Francisco: “O discípulo sabe oferecer a vida inteira e jogá-la até ao martírio como testemunho de Jesus Cristo.” (Evangelii Gaudium, n. 24).

        Na mística do Tríduo Pascal, contemplamos de perto o ápice da humildade de Jesus no alto do Calvário, Ele que “sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2, 8). Antes de segui-Lo por esse caminho redentor, recebemos d’Ele mais uma vez o fascinante chamado: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” – (Jo 13, 34) – este é o caminho sugerido a nós por Jesus ao término do lava- pés. “Dei-vos o exemplo, para que como eu vos fiz, também vos o façais”. (ibid., 15). “Agir do mesmo jeito”, eis o nosso chamado. Baseando-se não na força de uma ordem, mas em virtude da natureza e impulso do Amor para o qual fomos gerados.

        É interessante perceber a riqueza de significados revelada minutos antes de deixar o mandamento do Amor, quando Jesus se inclina aos pés dos seus amigos para lhes lavar os pés. Dentre tantos significados traduzidos naquele cenário, o nosso olhar se prende à sua humildade. Todavia, não no aspecto do serviço, o que seria pertinente refletirmos, mas, a humildade como sinal redentor do seu Amor. Ao inclinar-se para lhes deixar limpos de toda a sujeira, o Bom mestre dirige-se ao “húmus”, à terra que se achava nos pés daqueles a quem tanto amava. Os latinos chamam esse gesto de “humilitas”, isto é, humildade. Com efeito, a expressão “humilde” tem sua raiz no vocábulo latino – “húmiles”- e a imagem de um servo inclinado à terra (húmus), amplia o seu significado. Ali com a humildade que lhe é própria, Cristo ao descer não alcança tão somente os pés daqueles homens, mas também os seus corações, elevando-os ao Seu Amor até o fim!

        Queridos irmãos, o exercício do Cristianismo é isso. É um cenário no qual somos chamados o tempo inteiro a protagonizar em nossas relações uma “disposição ao outro”, por meio da humildade e do Amor. Penso que dessa forma a gente amplia o horizonte de sentido de nossos amores, amizades e encontros... De igual maneira também o horizonte de significado da nossa, vocação, missão e Igreja. Parece trocadilho, mas deste modo, acabamos realmente “descendo às alturas” do coração do outro, tocando aquilo que ele tem de mais belo e encantador: a capacidade de amar e ser amado. “Peçamos ao Senhor que nos faça compreender a lei do amor. Que bom é termos esta lei! Como nos faz bem, apesar de tudo amar-nos uns aos outros! Sim, apesar de tudo! A cada um de nós é dirigida a exortação de Paulo: ‘Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem’ (Rm 12, 21). E ainda: ‘Não nos cansemos de fazer o bem’ (Gal 6, 9).” (EG, n. 101)”. 
Jerônimo Lauricio




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ATEÍSMO: “O HOMEM DESNIVELOU O EQUILÍBRIO ENTRE O SACRO E O SECULAR, CRIANDO ASSIM, UMA CONJUNTURA SOCIAL SEM DEUS, ATÉIA”.

Província Santa Rita de Cássia
Brasil


Compartilhamos aqui um artigo escrito pelo religioso Frei Ricardo Alberto Dias, OAR, no qual nos convida a refletirmos sobre o ATEÍSMO:


 
 
        A nossa tendência é sempre desprezar os ateus, não dando-nos oportunidade de dialogarmos sem preconceitos, não impondo concepções de ambas as partes.

        Desde os primórdios da humanidade, o ateísmo sempre esteve presente em nosso meio. Há, portanto, duas maneiras de ser ateu: “Não crer em Deus (ateísmo negativo), ou crer que Deus não existe (ateísmo positivo, ou menos militante). Ausência de uma crença ou crença numa ausência. Ausência de Deus ou negação de Deus”[1].

        Porém, há várias estratégias para dialogar com os ateístas, algumas como a purificação da linguagem, a não imposição dos conceitos pré-formados e outras mais. No entanto, nem todo homem e nem toda cultura aceita a existência de Deus e o diálogo “crente-ateu”.

        Todas as correntes ateístas existentes na América-Latina são modelos europeus, pois aqui não há uma corrente ateísta propriamente dita.

        Um dos fatores mais significativos que levam ao ateísmo é a Secularização. O homem desnivelou o equilíbrio entre o sacro e o secular, criando assim, uma conjuntura social sem Deus, atéia.

        O papa São João Paulo II falou aos participantes do “Congresso sobre Evangelização e Ateísmo”, em 10 de outubro de 1980 que, o ateísmo é um dos maiores dramas da sociedade atual.

        Nos tempos atuais, a forte convicção ao Humanismo Teórico nos levam a concentrar toda nossa fé no homem e não em Deus. Portanto, devemos reavivar nossa fé nos diversos espaços culturais de nosso tempo e encarnar os valores do Humanismo Cristão[2].

        Entre os vários tipos de ateus, àquele com que mais dificuldade se consegue ter um diálogo, é o ateu prático, pois, este afirma com suas próprias palavras ser crente, no entanto com seus atos práticos se contradiz, demostrando-se ateu. Como dialogar com alguém que não tem uma concepção formada de seu estado de crença ou não?

        Creio que somente com uma fé madura, o amor fraterno, o testemunho religioso e o anúncio do Evangelho, poderá haver uma possibilidade de diálogo. Enfim, com o testemunho fiel dos crentes, é possível mostrar aos ateus o Deus maravilhoso que nos criou e nos ama.

Frei Ricardo Alberto Dias, OAR

 




[1]- COMTE-SPONVILLE, André. Dicionário Filosófico. Trad.: Eduardo Brandão. Martins Fontes: São Paulo, 2003. Apud. Ateísmo (p.64).

[2]- Santo Agostinho é o Santo Padre da Patrística que mais faz referência ao Humanismo Cristão. A Verdade, Deus, habita no interior do homem. O ateu é aquele que busca fora, aquilo que se encontra dentro de si próprio. 

 



 
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8 de jul de 2014

FREI GUSTAVO NOS CONTA COM FOI A “MESA REDONDA” SOBRE O TRÁFICO HUMANO NA PRELAZIA DE LÁBREA-AM.

Prelazia de Lábrea
Lábrea-AM



Dom Jesus (terceiro da esquerda para direita) e Frei Gustavo (sétimo da esquerda para direita)
 

Concluindo os trabalhos com a Irmã Gabriella Bottani, missionária comboniana, representante da coordenação nacional da rede um grito pela vida, tivemos nesse sábado (05/07/2014), em Lábrea-AM, uma “mesa redonda” sobre esse tema tão relevante da Campanha da Fraternidade e Tráfico humano.

Contamos com a participação de membros representantes de diferentes áreas da sociedade: Representando a Prefeitura Municipal de Lábrea, o Prefeito Evaldo Gomes; representando o Poder Legislativo, o Vereador Irmão Marcelo; Representando a Segurança Pública, o Tenente Laurênio; representando o Conselho Tutelar, Josivaldo Anjos da Rocha; Representando o Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS), a Assistente Social Maria de Jesus Carlos Arruda; Representando as Igrejas Evangélicas de nosso município, o também Secretário de Educação Valdinei Vital; Representando a Igreja Católica, o Bispo Dom Jesus Moraza. Contamos também com a participação de uma psicóloga de Lábrea, Samara Maia; e de uma psicóloga vinda de Canutama Aline Raquel Padilha; e também a participação da já citada Irmã Gabriella Bottani. E para mediar as reflexões dessa mesa redonda foi convidado Frei Gustavo.

Durante a “mesa redonda” foram abordadas diversas reflexões sobre o tema do tráfico de pessoas, especialmente de crianças, tráfico de órgãos, exploração sexual de menores e mulheres.

Nossos municípios do interior do Amazonas têm sofrido demais também com o tráfico de drogas e que a mesma também ajuda a manter a exploração sexual. Tanto o Conselho Tutelar, como a polícia militar apresentaram diversos casos em nosso município, que tem haver com o tráfico humano. Esperamos de nossas autoridades providências jurídicas para que esses crimes não fiquem impunes.

A sociedade, na mesa redonda, também foi convidada a participar na Câmara dos Vereadores com ideias e projetos que possam ajudar nossos adolescentes e jovens a saírem dessas situações de risco e vulnerabilidade.

Exatamente essa vulnerabilidade familiar que mais foi tocada pelos componentes da mesa. Em nossos municípios de Lábrea e Canutama, os quais estávamos refletindo no momento, estamos percebendo que a maioria dos problemas de tráfico e exploração sexual tem acontecido dentro dos próprios lares, muitas vezes pelos próprios parentes. E a pergunta que fica a cada um de nós é a seguinte: o que estamos fazendo para mudar essa triste realidade?

Que possamos incansavelmente lutar pelo valor da vida humana. Lutar para que as pessoas não sejam tratadas como mercadorias, sendo comercializadas, mas sim que sejam vistas como filhos e filhas amados de um Deus que se compadece de seu povo. Deus espera de cada um de nós sermos seus profetas que, além de anunciar seu amor, também somos capazes de denunciar aquilo que vai contra a vida humana e sua dignidade na sociedade.

Convidamos a toda população que não tenha medo de denunciar qualquer coisa que saiba sobre o tráfico humano, tráfico de drogas, trabalho escravo, exploração sexual de crianças e adolescentes. Basta que você disque 100 ou 180; a ligação é totalmente sigilosa.

JOQUE A FAVOR DA VIDA. DENUNCIE O TRÁFICO DE PESSOAS!!!

Frei Gustavo Barbiero Mello, oar
 
 
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DOM JESUS, OAR (BISPO DE LÁBREA) RECEBE EQUIPE DE MISSIONÁRIOS E SEMINARISTAS DA “IGREJA IRMÃ DE VÍTORIA-ES” PARA MISSÃO COM O “LAGUNA NEGRA” NO RIO PURÚS.

Prelazia de Lábrea
Lábrea-AM


Dom Jesus com os missionários capixabas


Nesta segunda-feira, dia 07 de julho de 2014, foram recebidos por nosso bispo Dom Jesus Moraza, oar no aeroporto da cidade, a equipe de missionários vindos de Vitória-ES que irá realizar um trabalho médico e odontológico nas comunidades ribeirinhas.

Queremos, desde já, dar as boas vindas a toda equipe: Maria Amélia Carrera e Rosângela Rodrigues da Silva (missionárias consagradas da Comunidade Epifania); Élia Márcia Vieira da Silva (Dentista). E também os seminaristas da arquidiocese de Vitória: Ricardo Passamani (Médico e seminarista, cursando o 2º ano de filosofia); Evandro Loureiro Sagrilo (cursando o 1º ano de teologia); e Ronaldo Rosa de Oliveira (cursando o 2º ano de teologia).

Essa equipe prestará atendimentos com enfermeiras, médicos e dentistas às comunidades ribeirinhas no município de Canutama e também nas áreas missionárias de Belo Monte e Foz de Tapauá.

Queremos pedir a Nosso Senhor Jesus Cristo que passe a frente dessa missão de vocês e que os ajude a levar não só atendimento físico às pessoas, mas sim a Boa Nova do Evangelho que cura e liberta a alma dos filhos e filhas de Deus espalhados pelas margens de nosso Rio Purús.

Deus lhes acompanhe e a Virgem Mãe de Nazaré, mãe dessa Prelazia, os cubra com seu manto de amor e ternura.

TENHAM UMA EXCELENTE E ABENÇOADA MISSÃO!!!

Frei Gustavo Barbiero Mello, oar




Dom Jesus Moraza, oar - Bispo prelado de Lábrea-AM


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7 de jul de 2014

06/07/2014 - ACONTECEU: MISSA COM OS JOVENS EM PARÓQUIA AGOSTINIANA RECOLETA.

Paróquia Nossa Senhora da Consolação
Cachoeiro do Itapemirim-ES


Alguns jovens da paróquia que participaram da JMJ RIO 2013


Aconteceu na noite do domingo, 6 de julho de 2014, às 19h, na Igreja/Matriz de Nossa Senhora da Consolação, a Missa com a Juventude, na qual foi celebrada o 14º Domingo do Tempo Comum e se fez uma ação de graças a Deus e a recordação da passagem do primeiro ano do acontecimento da Jornada Mundial da Juventude na Cidade do Rio de Janeiro, em julho do ano passado.

Antes do início da Santa Missa, foi feita a entrada da Cruz (em recordação da peregrinação por todo o território nacional e alguns países da América Latina da Cruz Peregrina da JMJ) e a da imagem de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil.

A liturgia do 14º Domingo do Tempo Comum nos ensinava sobre a figura do Príncipe da Paz e como seria o seu reinado: um reinado sem fardos, um reinado manso, assim como Jesus nos fala no Evangelho: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso", conforme Mateus 11,29.

A Celebração Eucarística foi presidida pelo pároco Frei Agostinho Morosini, O.A.R. e concelebrada pelo Frei Sérgio Sambl, O.A.R. (diácono transitório), e contou com a participação do seminarista agostiniano recoleto João Vitor Preato, que está no período de férias da Faculdade de Filosofia, em Franca (SP).

Durante a homilia Frei Agostinho enfatizou sobre a importância da participação dos jovens na vida da Igreja e da sociedade e expressou sua felicidade por ver a igreja repleta de jovens. Antes de concluir sua homilia pediu a alguns jovens que participaram da jornada para que dessem seu testemunho. Duas jovens da Paróquia São Sebastião falaram da alegria de participar desse momento forte de nossa Igreja.

Ao término da Missa foi realizado com os jovens um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento.

Agradecemos a todos os jovens da Paróquia Nossa Senhora da Consolação pela presença e participação e, também, aos jovens das outras paróquias da Cidade de Cachoeiro de Itapemirim e de cidades vizinhas. Também agradecemos a presença de Frei Wesley Silva Rosa, O.A.R. (religioso da Ordem dos Agostinianos Recoletos, que trabalha na Paróquia São João Batista, em Muqui (ES)) e ao vocacionado Marcelo Martelete.

 Fonte: Blog da Paróquia N. S. Consolação
Edição para o Blog da Província: Frei Ricardo, OAR
 
 
 
Entrada da Cruz antes da Celebração Eucarística
 
 

 
Frei Agostinho incesando a Cruz
 
 
 
 
A assembleia estava repleta de jovens
 
 
 
 
À esquerda: Frei Sérgio; no centro: Frei Agostinho; e à direita: Postulante João Preato  
 
 
 
 
Frei Agostinho durante a homilia
 
 

 
 
Santíssimo Sacramento exposto no altar
 
 
 
 
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