19 de jul de 2014

+19/07/2014: FALECIMENTO DE DONA DIVA, MÃE DE FREI CELSO, OAR.

Província Santa Rita de Cássia
Brasil



Comunicamos a todos que acabou de falecer na cidade de Vitória-ES a SENHORA DIVA MOREIRA, mãe de nosso irmão FREI CELSO MOREIRA JÚNIOR, OAR (+19/07/2014).
 
Dona Diva Moreira

REZEMOS AO SENHOR DA VIDA PARA QUE CONFORTE O NOSSO IRMÃO FREI CELSO E TODOS SEUS FAMILIARES NESTA HORA DE DOR E TRISTEZA.

QUE A DONA DIVA DESCANSE EM PAZ!

Equipe de Comunicação da Província

 
Mais informações em:


 

O CRISTÃO NO MEIO DO MUNDO: REFLEXÃO SOBRE A LITURGIA DO XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A.

Província Santa Rita de Cássia
Brasil



        Será que alguns pensam que a cabeça foi feita somente para colocar o boné? Parece-me absurdo questionar-me dessa maneira. Mas, devido ao que se vê hoje em dia, sinto uma forte tentação de fazer tais interrogações. Por via das dúvidas, é interessante deixar bem claro: a cabeça foi feita para se usar, para pensar.

        O cristão tem que usar os dotes de inteligência que o Senhor lhe concedeu colocando-os ao serviço do Reino de Deus. Uma das prioridades na nossa vida deveria ser, portanto, a formação: humana, profissional, espiritual, intelectual. E, nesse sentido, a formação para as virtudes é importantíssima. Um filho de Deus bem formado é uma joia maravilhosa no meio do mundo atual. A superficialidade e falta de vigor mental é uma das grandes dificuldades que podemos encontrar à hora de realizar o nosso apostolado. Por isso é importante que nós mesmos estejamos bem formados para entender, compreender e atuar com audácia apostólica. Necessitaríamos ser mais estratégicos.

        Há um filme violentíssimo e bem realista, “Tropa de elite”, no qual o decidido capitão Nascimento ensina, por ocasião do duríssimo treinamento dos novos candidatos, uma palavra em várias línguas: estratégia. Você se lembra daquela cena? Excetuando a maneira de pronunciá-la, a palavra era quase igual nas diversas línguas utilizadas no filme. O cristão, em qualquer lugar em que estiver, deve ser santamente estratégico no seu apostolado. Tem que utilizar a inteligência auxiliada pela graça de Deus, tem que ser esperto e ganhar muitas pessoas para as fileiras de Deus.

        Se perguntássemos a alguma planta herbácea da qual sai o trigo se ela se sente feliz em ser plantada na terra, ainda que junto a ela e nela mesma se infiltre o joio, não obteríamos resposta. As plantas não pensam. O ser humano, maravilha da criação, pensa inclusive sobre o próprio pensar e, portanto, pode ir dando respostas cada vez mais perfeitas às suas interrogações.

        Na semana passada falávamos da importância das parábolas e da exposição da fé de maneira acessível. Isso não significa renunciar á linguagem teológica, aos conceitos da tradição, mas procurar ter a capacidade de traduzi-los. Desta maneira, introduziremos as pessoas no campo de Deus, da Escritura, da Tradição, da graça e, como consequência de tudo isso, as insertaremos na glória.

        A Igreja Católica, sendo Santa, sempre fugiu dos diversos puritanismos, rigorismos e da mentalidade de seita, ou seja, duma visão estreita e separatista. Ela deseja que os seus filhos estejam no meio do mundo, convivendo com os seus iguais, como o bom trigo, e no mesmo campo que o joio. No entanto, o trigo não se sente mal, não se sente estranho no seu próprio ambiente. Se tivesse consciência, o trigo saberia que aquele é o seu lugar natural, deve estar aí, nem deseja que o plantem nos ares, aí não sobreviveria. Ainda que o joio, esta planta que engloba os vegetais e cresce às suas custas, lhe subtraia algumas energias, deve continuar aí no mesmo lugar.

        Como o cristão é da terra, está inserido nas coisas deste mundo e as ama, tem que ter as ideias bem claras. Sem formação não poderá informar o mundo com a forma que Cristo quer para esse mundo. Que tipo de formação? É muito importante que esteja bem formado nos “rudimentos” da fé, deve ter pelo menos uma linha geral da história sagrada que se nos narra na Bíblia e ter uma informação amplia pelo menos dos últimos documentos mais importantes do Magistério da Igreja. Mais concretamente, o conhecimento da Sagrada Escritura, do Catecismo da Igreja Católica e dos documentos do Concílio Vaticano II é importantíssimo. Seria interessante que nos programássemos para, pouco a pouco, ir lendo esses três livros e ter sempre uma pessoa de referência para que possamos perguntar-lhe algumas coisas que não entenderemos na nossa leitura.

        Com as ideias claras é preciso lutar por vivê-las. Todo o amplo mundo das virtudes humanas que podemos resumir nas quatro cardeais –prudência, justiça, fortaleza e temperança– e das virtudes teologais –fé, esperança e caridade– deveria ser o campo de um trabalho pessoal, constante e alegre. Não nos esqueçamos de que Deus teve a iniciativa, ele nos amou e colocou no nosso coração a capacidade de amá-lo.

Pe. Françoá Costa
 

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18 de jul de 2014

FREI AGOSTINHO MOROSINI, OAR VISITA A PRELAZIA DE LÁBREA (AM).

Paróquia Nossa Senhora da Consolação
Cachoeiro do Itapemirim-ES

 Lábrea-AM

 Conforme noticiado no Blog da Paróquia de Nossa Senhora da Consolação (Cachoeiro do Itapemirim-ES):

“Na última terça-feira, 15 de julho de 2014, o pároco da Paróquia Nossa Senhora da Consolação, Frei Agostinho Morosini, O.A.R., chegou à Prelazia de Lábrea, no estado do Amazonas, e teve a oportunidade de conhecer a cidade de Lábrea e, também, algumas comunidades da beira do Rio Purús e do Rio Ituxi, conforme nos narra Frei Gustavo Barbiero Mello, O.A.R. (frade agostiniano recoleto que está em missão naquela Prelazia)”.

Fonte: Blog da Paróquia da Consolação
Edição para o Blog da Província: Frei Ricardo, OAR

 
Frei Gustavo e Frei Agostinho em Lábrea-AM
 
 
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SANTO AGOSTINHO E A CONTEMPLAÇÃO DA TRINDADE.

Província Santa Rita de Cássia
Brasil
 

 Santo Agostinho no diálogo com o misterioso menino a beira-mar

 
COMPARTILHAMOS AQUI MAIS UM ARTIGO REDIGIDO PELO RELIGIOSO FREI RICARDO ALBERTO DIAS, OAR, NO QUAL NOS CONVIDA A REFLEXÃO SOBRE A TRINDADE EM SANTO AGOSTINHO:

“Deus é um mistério tão  profundo, que nosso intelecto não pode compreender, caso contrário, não seria Deus. Desde crianças, aprendemos que Deus é Uno e Trino; Uno em natureza e Trino em pessoas e este é o mistério central de nossa fé.

Um Deus em três pessoas. Por meio da revelação do próprio Jesus sabemos que Deus é Trindade, que Ele é Pai, é Filho e é Espírito Santo, a perfeita comunidade; ainda mais, Deus é eternamente diálogo, companhia, reciprocidade. Enfim, Deus é Trindade, pois é doação, porque “Deus é Amor” (1 Jo 5,16) e, consequentemente, vida, ação e entrega.

Podemos dizer, que Santo Agostinho foi um dos maiores mestres em pensar o mistério da Trindade. Para Santo Agostinho, Deus não é algo, por mais grandioso e perfeito que se possa imaginá-lo, mas alguém que é o ser, o imutável, o bem e a verdade. Praticamente, quase toda doutrina acerca da Trindade de santo Agostinho se centra em sua obra “De Trinitate” que durou cerca de vinte anos para ser regida, terminando-a por volta do ano de 419-420 e que vale a pena lermos e meditá-la.

Podemos aqui fazer alusão a uma conhecidíssima história de Santo Agostinho. Esse grande santo, num dia de reflexão, andava por uma das praias do norte da África, quando encontrou uma criança querendo colocar, com uma conchinha, toda a água do mar num buraco feito na areia. Quando Agostinho falou que ela não conseguiria colocar o mar nesse buraco, a misteriosa criança retrucou que também ele não conseguiria colocar o mistério da Santíssima Trindade em sua cabeça por mais que se esforçasse.

Excelente lição! Se nossa cabeça não comporta a Trindade, nós podemos e devemos fazer o contrário: colocar nossa cabeça no mistério da Trindade, participando de tudo o que o Pai, o Filho e o Espírito nos dão a conhecer.

E não esqueçamos que a Igreja nasceu da Santíssima Trindade, pois, como afirma o Concílio Vaticano II, citando uma expressão de São Cipriano, é "um povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Lumen Gentium, nº 4).

Queridos irmãos e irmãs, o mistério da Santíssima Trindade mostra-nos que Deus é uma comunidade e, sem dúvida, a mais perfeita de todas. Uma comunidade tão unida que, mesmo sendo as três pessoas diferentes uma da outra, são um só e único Deus, a ponto de São João afirmar: "Deus é amor!" (1Jo 4,16). E Deus nos criou parecidos com Ele, à sua imagem e semelhança. Assim concluímos que, embora sejamos diferentes, fomos criados para vivermos numa comunidade marcada pelo amor.

Os primeiros cristãos foram exemplo: eles conseguiram formar uma comunidade tão unida a ponto de serem admirados e estimados por todos (At 4,32-35). Essa é a maneira melhor de viver a vida, à imitação da Santíssima Trindade, que, concretamente, nos mostra que o amor pode ser vivido intensamente, respeitando as características de cada um. Não é esse o tipo de sociedade que almejamos e que devemos nos empenhar a construir?”

Frei Ricardo Alberto Dias, oar

Bibliografia

RODRIGO, José Antonio Galindo, A revelação do Deus único com Trindade. In: Cadernos de Espiritualidade Agostiniana. n. 15. FABRA (Federação Agostiniana Brasileira), Petrópolis: Parkgraf, 2003.

HEERDT, Mauri L.; COPPI, Paulo de. Trindade: O Amor Maior. Jornal: "MISSÃO JOVEM".


 


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RÁDIO WEB - FREI EDIELSON ESTÁ NO AR.

radioweb00 200Paróquia São Januário e Santo Agostinho
Rio de Janeiro-RJ
A rádio "Frei Edielson" pela internet já está em funcionamento. Nosso amigo Fernando Farias diz como acessar.

 
aspas1 50BOM DIA MEU IRMÃO E MINHA IRMÃ!
JÁ ESTÁ NO AR A RÁDIO WEB FREI EDIELSON!
VAMOS DIVULGAR! BASTA DIGITAR:
 

Tenha uma programação musical católica em seu computador! Em breve estaremos com programação ao vivo! Enquanto isso deixe o seu recado para gente! Um domingo abençoado pra ti e uma semana maravilhosa!aspas2 50
Contribuição: Fernando Farias
 
radioweb 650
 

Edição para o site: Frei Mason, OAR
Edição para o blog: Frei Ricardo, OAR

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16 de jul de 2014

BENTO XVI, GRANDE ADMIRADOR E ESTUDIOSO DE SANTO AGOSTINHO, REVIVE CONVERSÃO DO SANTO BISPO DE HIPONA.

Província Santa Rita de Cássia
Brasil


Papa Bento XVI no estudo agostiniano
 

        Santo Agostinho, um inquietante coração que, enfim, depois de incessante busca, encontrou a VERDADE, ou seja, A SUPREMA CARIDADE, o próprio DEUS. E para nos falar desse maravilhoso encontro, nada melhor do que um profundo estudioso e amante das obras e vida de Santo Agostinho, o nosso querido Papa emérito Bento XVI. (Quinta e última intervenção na audiência geral dedicada ao Bispo de Hipona, 27 de Fevereiro de 2008).

Queridos irmãos e irmãs:

        Com o encontro de hoje, quero concluir a apresentação da figura de Santo Agostinho. Após vermos sua vida, suas obras e alguns aspectos de seu pensamento, hoje quero voltar a recordar sua experiência interior, que fez dele um dos maiores convertidos da história cristã. A esta experiência dediquei em particular minha reflexão durante a peregrinação que fiz a Pavia, no ano passado, para venerar os restos mortais deste Padre da Igreja. Deste modo quis expressar a homenagem de toda a Igreja Católica, e ao mesmo tempo tornar visível minha pessoal devoção e reconhecimento por uma figura à qual me sinto sumamente unido pela importância que teve em minha vida de teólogo, de sacerdote e de pastor.

        Ainda hoje é possível recorrer às vivências de Santo Agostinho, graças, sobretudo às «Confissões», escritas para o louvor de Deus, que constituem a origem de uma das formas literárias mais específicas do Ocidente, a autobiografia, ou seja, a expressão do conhecimento de si mesmo. Quem quer que se aproxime deste extraordinário e fascinante livro, ainda hoje sumamente lido, percebe facilmente que a conversão de Agostinho não foi repentina nem aconteceu plenamente desde o início, mas que pode ser definida mais como um autêntico caminho, que continua sendo um modelo para cada um de nós.

        Este itinerário culminou certamente com a conversão e depois com o batismo, mas não se concluiu com aquela vigília pascal do ano 387, quando em Milão o professor de retórica africano foi batizado pelo bispo Ambrósio. O caminho de conversão de Agostinho continuou humildemente até o final de sua vida, até o ponto de que se pode verdadeiramente dizer que suas diferentes etapas – podemos distinguir facilmente três – são uma única e grande conversão.

A primeira conversão

        Santo Agostinho foi um buscador apaixonado da verdade: desde o início e depois durante toda a sua vida. A primeira etapa em seu caminho de conversão se realizou precisamente na aproximação progressiva ao cristianismo. Na realidade, ele havia recebido da mãe Mônica, com a qual sempre esteve muito unido, uma educação cristã e, apesar de que havia vivido nos anos de juventude uma vida desordenada, sempre sentiu uma profunda atração por Cristo, tendo bebido o amor pelo nome do Senhor com o leite materno, como ele mesmo sublinha (cf. «Confissões», III, 4, 8).

        Mas a filosofia, sobretudo a de orientação platônica, também havia contribuído para aproximá-lo de Cristo, manifestando-lhe a existência do Logos, a razão criadora. Os livros dos filósofos lhe indicavam que existe a razão, da qual procede todo o mundo, mas não lhe diziam como alcançar este Logos, que parecia tão afastado. Só a leitura das cartas de São Paulo, na fé da Igreja Católica, revelou-lhe plenamente a verdade. Esta experiência foi sintetizada por Agostinho em uma das páginas mais famosas das «Confissões»: conta que, no tormento de suas reflexões, retirado em um jardim, escutou de repente uma voz infantil que repetia uma canção, nunca antes escutada: «tolle,, lege, tolle, lege», «toma, lê, toma, lê» (VIII, 12, 29). Então se lembrou da conversão de Antônio, pai do monaquismo, e com atenção voltou a tomar um livro de São Paulo que pouco antes tinha entre as mãos: abriu-o e o olhar se fixou na passagem da carta aos Romanos na qual o apóstolo exorta a abandonar as obras da carne e a revestir-se de Cristo (13, 13-14).

        Ele havia compreendido que essa palavra, naquele momento, dirigia-se pessoalmente a ele, procedia de Deus através do apóstolo e lhe indicava o que ele tinha de fazer nesse momento. Deste modo sentiu como desapareciam as trevas da dúvida e era libertado para entregar-se totalmente a Cristo: «Havias convertido a ti meu ser», comenta («Confissões», VIII, 12, 30). Esta foi a primeira e decisiva conversão.

        O professor de retórica africano chegou a esta etapa fundamental em seu longo caminho graças à sua paixão pelo homem e pela verdade, paixão que o levou a buscar a Deus, grande e inacessível. A fé em Cristo o fez compreender que Deus não estava tão afastado como parecia. Ele se havia feito próximo de nós, convertendo-se em um de nós. Neste sentido, a fé em Cristo levou a cumprimento a longa busca de Santo Agostinho no caminho da verdade. Só um Deus que se fez «tocável», um de nós, era, em última instância, um Deus ao qual se podia rezar, pelo qual se podia viver e com o qual se podia viver.

A segunda conversão

        É um caminho que deve ser percorrido com valentia e ao mesmo tempo com humildade, abertos a uma purificação permanente, algo que cada um de nós sempre precisa. Mas o caminho de Agostinho não havia concluído com aquela vigília pascal do ano 387, como dissemos. Ao regressar à África, fundou um pequeno mosteiro e se retirou nele, junto a uns poucos amigos, para dedicar-se à vida contemplativa e de estudo. Este era o sonho de sua vida. Agora estava chamado a viver totalmente para a verdade, com a verdade, na amizade de Cristo, que é a verdade. Um lindo sonho que durou três anos, até que, apesar dele, foi consagrado sacerdote em Hipona e destinado a servir aos fiéis. Certamente continuou vivendo com Cristo e por Cristo, mas ao serviço de todos. Isso era muito difícil para ele, mas compreendeu desde o início que só vivendo para os demais, e não simplesmente para sua contemplação privada, podia realmente viver com Cristo e por Cristo.

        Deste modo, renunciando a uma vida consagrada só à meditação, Agostinho aprendeu, às vezes com dificuldade, a pôr à disposição o fruto de sua inteligência para benefício dos demais. Aprendeu a comunicar sua fé às pessoas simples e a viver assim para ela naquela cidade que se converteu na sua, desempenhando sem cessar uma generosa atividade, que descreve com estas palavras em um de seus belíssimos sermões: «Pregar continuamente, discutir, repreender, edificar, estar à disposição de todos, é um ingente cargo e um grande peso, um enorme cansaço» («Sermões» 339, 4). Mas ele carregou este peso, compreendendo que precisamente deste modo podia estar mais próximo de Cristo. Sua segunda conversão consistiu em compreender que se chega aos demais com simplicidade e humildade.

A terceira conversão

        Mas há uma última etapa no caminho de Agostinho, uma terceira conversão: é a que o levou cada dia de sua vida a pedir perdão a Deus. Ao início, havia pensado que uma vez batizado, na vida de comunhão com Cristo, nos sacramentos na celebração da Eucaristia, chegaria à vida proposta pelo Sermão da Montanha: a perfeição doada no batismo e reconfirmada pela Eucaristia.

        Na última parte de sua vida, ele compreendeu que o que havia dito em suas primeiras pregações sobre o Sermão da Montanha – ou seja, que nós, como cristãos, vivemos agora este ideal permanentemente – estava errado. Só o próprio Cristo realiza verdadeira e completamente o Sermão da Montanha. Nós temos sempre necessidade de ser levados por Cristo, que nos lava os pés, e de ser renovados por Ele. Temos necessidade de conversão permanente. Até o final precisamos desta humildade que reconhece que somos pecadores em caminho, até que o Senhor nos dá a mão definitivamente e nos introduz na vida eterna. Agostinho morreu com esta última atitude de humildade, vivida dia-a-dia.

        Esta atitude de humildade profunda ante o único Senhor Jesus o introduziu na experiência de uma humildade também intelectual. Agostinho, que é uma das maiores figuras na história do pensamento, quis, nos últimos anos de sua vida, submeter a um lúcido exame crítico suas numerosas obras. Surgiram assim as «Retractationes» («revisões»), que deste modo introduzem seu pensamento teológico, verdadeiramente grande, na fé humilde e santa daquela à qual chama simplesmente com o nome de Catholica, ou seja, a Igreja. «Compreendi – escreve precisamente neste originalíssimo livro (I, 19 1-3) – que só um é verdadeiramente perfeito e que as palavras do Sermão da Montanha só são realizadas totalmente por um só: no próprio Jesus Cristo. Toda a Igreja, pelo contrário, todos nós, inclusive os apóstolos, temos de rezar cada dia: ‘perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido’».

        Convertido a Cristo, que é verdade e amor, Agostinho o seguiu durante toda a vida e se converteu em um modelo para todo ser humano, para todos nós na busca de Deus. Por este motivo, eu quis concluir minha peregrinação a Pavia voltando a entregar espiritualmente à Igreja e ao mundo, ante o túmulo deste grande enamorado de Deus, minha primeira encíclica, Deus caritas est. Esta, de fato, tem uma grande dívida, sobretudo em sua primeira parte, com o pensamento de Santo Agostinho.

        Também hoje, como em sua época, a humanidade tem necessidade de conhecer e sobretudo de viver esta realidade fundamental: Deus é amor, e o encontro com ele é a única resposta às inquietudes do coração humano. Um coração no qual vive a esperança – talvez ainda escura e inconsciente em muitos de nossos contemporâneos –, para nós, os cristãos, abre já hoje ao futuro, até o ponto de que São Paulo escreveu que «na esperança fomos salvos» (Romanos, 8, 24). À esperança quis dedicar minha segunda encíclica, Spe Salvi, que também contraiu uma grande dívida com Agostinho e seu encontro com Deus.

        Um escrito sumamente lindo de Agostinho define a oração como expressão do desejo e afirma que Deus responde abrindo a ele o nosso coração. Por nossa parte, temos de purificar nossos desejos e nossas esperanças para acolher a doçura de Deus (cf. Santo Agostinho, «In Ioannis», 4, 6). Só esta nos salva, abrindo-nos também aos demais. Rezemos, portanto, para que em nossa vida nos seja concedido cada dia seguir o exemplo deste grande convertido, encontrando como ele, em todo momento de nossa vida, o Senhor Jesus, o único que nos salva, que nos purifica e nos dá a verdadeira alegria, a verdadeira vida.

Frei Ricardo Alberto Dias, OAR
 
 

Santo Agostinho e Bento XVI


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14 de jul de 2014

PARÓQUIA AGOSTINIANA RECOLETA PROMOVERÁ RETIRO DE MÚSICA LITÚRGICA

Paróquia Nossa Senhora da Consolação
Cachoeiro do Itapemirim-ES

A Paróquia Agostiniana Recoleta de Nossa Senhora da Consolação, localizada na cidade capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, promoverá um RETIRO DE MÚSICA LITÚRGICA. Os interessados devem ir à Secretaria da Paróquia Nossa Senhora da Consolação e efetuar sua inscrição até o dia 16 de julho de 2014, quarta-feira.
 



Não deixe escapar essa oportunidade!

Fonte: Blog da Paróquia Nossa Senhora da Consolação
Edição para o Blog da Província: Frei Ricardo, OAR


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FREI LUÍS GONZAGA SOFREU UM AVC.

Paróquia Nossa Senhora das Graças
Franca-SP

Na manhã do dia 12/07/2014, todos os religiosos da Província Santa Rita de Cássia receberam o seguinte e-mail, proveniente da secretária provincial:


“Bom dia! Queridos religiosos!

O nosso irmão Frei Luiz Gonzaga teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e está internado no Hospital São Joaquim – Franca-SP (quarto 61) em observação. Maiores informações com os frades da Paróquia Nossa Senhora das Graças (Franca-SP). Pedimos oração para o pronto restabelecimento de sua saúde. E se possível comunicar aos demais.

Sem mais, Fr. Rodolfo Werneck, OAR”

 
Frei Luís Gonzaga, OAR


Frei Luís Gonzaga já é um religioso octogenário e, atualmente reside na Paróquia Nossa Senhora das Graças (Franca-SP).

Elevemos as nossos preces ao Pai para que o nosso irmão recupere a saúde e volte ao nosso convívio.

Equipe de Comunicação da Província.

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