9 de ago de 2014

DOM AZCONA DENUNCIA TRÁFICO DE PESSOAS, DROGAS E ARMAS NA 49ª ASSEMBLEIA DA CNBB (2014).

Prelazia de Marajó
Marajó-PA

Dom Frei José Luiz Azcona, OAR


        Na penúltima coletiva de imprensa, da 49ª Assembleia Geral da CNBB (2014), no centro de eventos Padre Vitor Coelho, em Aparecida (SP), o bispo da prelazia de Marajó (PA) Dom Frei José Luiz Azcona, OAR falou sobre o tráfico de seres humanos na região Norte/Nordeste do Brasil. Já o bispo de Nova Iguaçu (RJ), Dom Luciano Bergamin, destacou a escalada de violência que aflige o país, em destaque o estado do Rio de Janeiro.

        Uma pesquisa realizada em 2007 por três países, Brasil, Espanha e Portugal sobre tráfico de mulheres, mostrou que existe uma rede internacional poderosa atuando no Suriname, Brasil, República Dominicana e Guiana. Segundo Dom José Luiz Azcona, não apenas o tráfico seres humanos, a região é marcada também pelo tráfico de armas e drogas.

        “Há um espaço de 300 km, da ponta do Amapá, até o Pará, onde não há presença da marinha brasileira. Então é por ali que se entram armas e drogas e saem mulheres, jovens para a Guiana e para todas as partes do mundo. Outra rota internacional que se conhece sai de Marajó, passa por Belém e chega até Guarulhos, e depois até Madri”, explicou Dom Azcona.

        “Existem pessoas na Comissão Justiça e Paz, do Regional Norte 2 da CNBB (Amapá e Pará), que trabalham ajudando essas pessoas exploradas, que são ameaçadas de morte. Se não for com a ajuda da Igreja, principalmente a católica, essas pessoas não teriam aporte nenhum, estariam entregues totalmente a essas redes internacionais, que repito, são fortíssimas, pois o Governo não faz e nunca fez nada para protegê-las”, destacou Dom José Luiz Azcona, lembrando da atuação da Igreja no Pará e na Ilha de Marajó.

        Segundo o bispo de Marajó, que é um dos ameaçados de morte, seu trabalho cotidiano é combater “a maior degradação e a maior ferida humana”, que é a venda de seres humanos, para retirada de órgãos ou prostituição. “Meu trabalho envolve minha vida. A morte é minha companheira cotidiana, mas se tiver que dar a minha vida em prol das pessoas que ajudamos, farei isso sem nenhum ressentimento”, explicou o bispo prelado, destacando que a maior parte das pessoas que estão envolvidas com pedofilia, tráfico de seres humanos, de drogas e de armas, são gente de alto escalão dos diversos segmentos da sociedade civil, incluindo parlamentares, juízes, desembargadores, delegados e comando das polícias.

        “Para criarmos uma cultura de paz devemos valorizar alguns setores da sociedade. O primeiro deles é a família. Se a família vive a cultura de paz, 50% de mais importante já foi feito, se não, se se vive a cultura de violência, aí começamos a degradação humana total”, destacou o bispo de Nova Iguaçu, Dom Luciano Bergamin, afirmando o valor da família como pilar na contenção da violência no país.

        O bispo apresentou três fatores, que em sua visão, são essenciais para a criação da cultura da paz. “Primeiro, na família que se começa a não violência. Segundo, as escolas. Eu acho que as escolas têm um papel muito importante na valorização da vida. E dentro da escola, o ensino religioso deveria formar cidadãos, ou seja, gente que se ama e que ama a terra. Terceiro, as religiões. As religiões não devem ser pautadas na conquista de fieis, mas sim no propósito do amor de cristo, que morreu na cruz para nos salvar”, explicou.

        Dom Luciano reiterou a proposta enviada ao Congresso Nacional de desarmamento. “O Brasil é um país sem guerras, mas é o que mais morre pessoas no mundo vítimas da violência. Os números giram em torno de 50 mil ao ano. Não basta apenas declarações de repúdio, de marchas e caminhadas contra a violência, precisamos de ações mais concretas, pois, a violência é implacável. Por isso precisamos de uma educação para a paz. O desarmamento social deve ser uma ação concreta. E o maior desarmamento deve vir do coração”, disse.

 
Edição para o Blog da Província: Frei Ricardo, OAR



 

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4º CICLO DE CONFERÊNCIAS SOBRE SANTO AGOSTINHO NA CIDADE DE SÃO PAULO.

Faculdade de Teologia São Bento
São Paulo-SP



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VOCÊ SABIA? QUE DIA 10/08, DIA DE SÃO LOURENÇO É O DIA DO DIÁCONO.

Província Santa Rita de Cássia
Brasil





        Assim como no dia 4/8, comemoramos o “Dia do Padre”, na festa de Cura d´Ars, no dia 10 de agosto a Igreja comemora o “Dia do Diácono” na festa do mártir São Lourenço patrono dos Diáconos.

        Mas quem são os Diáconos na Igreja Católica? Trata-se do primeiro grau no Sacramento da Ordem historicamente criado no capítulo 6 dos Atos dos Apóstolos.

        Na Igreja existem dois tipos de diáconos: O TRANSITÓRIO E O PERMANENTE. O transitório, o recebem àqueles que almejam ao presbiterato, já o permanente, como o próprio termo diz, permanece diácono. Para o diaconato permanente podem ser ordenados homens casados.

        Na Igreja nascente havia grande necessidade de ministros para auxiliarem os apóstolos na área da caridade, para atender, sobretudo, as viúvas de origem grega. Assim, foram ordenados sete homens “de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria”.

        Nas palavras do papa Paulo VI: “Com a vossa ordenação {diaconal} estais configurados a Cristo na sua função de Servo. Vós deveis também ser sinais vivos da condição de servos da sua Igreja”. Os diáconos exercem seu ministério partilhando inúmeros serviços com os agentes de pastoral. Todavia, por força da ordenação, eles contam com a graça sacramental, pela qual, junto com os bispos e presbíteros, são postos à parte para uma missão específica.

        O Documento de Puebla afirma que o diácono recebe uma graça sacramental própria para ser sinal sacramental de Cristo-Servo.

        O Diaconato é sacramento da caridade aos pobres e excluídos no sentido amplo. Assim, o diácono não é ordenado para si mesmo, nem para colocar-se acima dos leigos, nem para desempenhar funções diferentes dos presbíteros e dos bispos, mas pela sua vida e testemunho, incorporado à Igreja por meio de um Sacramento, ele deve revelar uma dimensão especial da diaconia (serviço), do sacerdócio e do mistério de Cristo, ajudando a construir um mundo mais de acordo com o Projeto de Deus.

        "Fortalecidos com a graça sacramental, os diáconos servem ao povo de Deus na diaconia da liturgia, da Palavra e da caridade, em comunhão com o bispo e o presbitério" (LG 29). Segundo a tradição apostólica, o diácono participa da missão plena do bispo, realizando sua função não apenas em nome do bispo e com sua autoridade, mas em nome de Cristo e com sua autoridade, mediante a consagração do Espírito Santo.

        O Concílio Vaticano II, no texto da restauração do diaconato permanente, lembra: “Dedicados aos ofícios da caridade e da administração, lembrem-se os diáconos do conselho do bem-aventurado Policarpo: ‘Misericordiosos e diligentes, procedam em harmonia com a verdade do Senhor, que se fez servidor de todos’” (LG 29).

        São muitos os campos onde a nossa Igreja deve fazer-se mais presente: pastorais sociais, educação, meios de comunicação social, movimentos populares. Como este grau do Sacramento da Ordem, como permanente, só foi restaurado no Ocidente em 1965, poucos católicos têm consciência da função do diácono permanente na comunidade.

        Em nossas condições, o diácono, como membro do clero, exerce o seu ministério administrando o Sacramento do Batismo, presidindo a celebração do Matrimônio, proferindo as Exéquias (encomendação dos defuntos), proclamando a Palavra nas celebrações litúrgicas, atuando na formação dos leigos e desenvolvendo as pastorais sociais na área da caridade.

        Concluindo, os diáconos são pessoas consagradas que representam pública e oficialmente o Cristo-Servo na sua família, no trabalho, na comunidade e na sociedade.

        Enfim, sendo transitórios ou permanentes, todos somos diáconos = servos.

        A nossa Província de Santa Rita de Cássia conta atualmente com 5 diáconos transitórios: Frei Rodolfo, Frei Sérgio, Frei Clébson, Frei Ricardo e Frei Geraldo.

Diácono José Antônio Jorge
Edição para o Blog da Província: Diácono Frei Ricardo, OAR
 

Diáconos: Frei Rodolfo, Frei Clébson, Frei Sérgio e Frei Ricardo
 
Diácono: Frei Geraldo
 
Diáconos no serviço do altar
 
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5 de ago de 2014

AGOSTO: MÊS VOCACIONAL: ARTIGO DE FREI RHUAM.

Seminário Teológico Santa Mônica
São Paulo-SP

Alguns frades da Província Santa Rita


“O Senhor me chamou a trabalhar, a messe é grande a ceifar.”

“A ceifar o Senhor me chamou, Senhor, aqui estou.”

        Trabalhar na messe. Por vezes me perguntei qual o significado deste convite feito por Jesus; por momentos duvidei se realmente era o Senhor quem me convidava e o questionei assim como os grandes profetas do por quê consagrar-me ao seu serviço.

        As interrogações, a insegurança, a distância da família e dos amigos, as renúncias...quantas coisas nos fazem “olhar para traz como a mulher de Ló” (Gn 19,26) e por conta disto, nos paralisamos pelo medo, que ao longo de nossa existência e de nossa opção vocacional sentiremos à medida que o novo se aproxima.

        Costumo comparar o medo a um quarto no qual nos enclausuramos, nele temos conforto e segurança, o sol não nos molestará e a proteção será certa, porém, este mesmo quarto nos impedirá de sentir a liberdade de caminhar e descobrir o que há além da janela.

A ceifar o Senhor me chamou!

        Nossos olhos contemplam esta grande plantação que necessita de pessoas com disposição para ceifar, mas este trabalho requer coragem e audácia, porque o sol nos queima a pele e nos faz suar, as mãos podem se machucar e a fadiga pelo cansaço pode aparecer. “A messe é grande e os operários são poucos” (Lc 10,2) e a insegurança não pode manter-nos imóveis perante esta realidade e esta necessidade do Senhor de continuar a falar, curar e confortar as pessoas.

        A messe a ceifar em nossa vida e em nossa opção vocacional é extensa e precisa que “nos despertemos do sono” (Ef 5,14) e reafirmemos nosso sim mesmo com as dificuldades que nos assolam. Mais do que uma resposta que brota de um coração agradecido, a vocação é iniciativa de Deus que conhece todo meu ser antes mesmo das “palavras chegarem à minha boca”(Sl 139), conhecendo Ele minhas limitações antes de serem expostas por mim.

        Vocação é pôr-se a serviço assim como Elizeu se colocou à disposição de Elias imolando seu ser para que Deus fizesse nele o que bem entendesse (I Rs 19,19); é ser obediente até as últimas consequências como Estevão (At 7,57); é doar-se por inteiro como a Santíssima Virgem Maria que mesmo em meio a dor de seu Filho se fez presente (Jo 19,25).

        Quando compreendemos que as dificuldades do caminho devem nos fortalecer, conseguimos mais facilmente conscientizarmos que “nem a tribulação, angustia, perseguição, fome, nudez, perigos ou espada poderão nos separar do amor de Deus” (Rm 8,35). Seguir a Cristo não nos isenta dos sofrimentos e os apóstolos e os santos não ficaram imunes, eles conseguiram vencê-los colocando em Cristo seu foco. Qual o segredo de fortalecer o sim? Reconhecer diariamente as minhas limitações e pedir a Deus para que venha em meu auxilio onde justamente sou mais fraco.

        Trabalhar nesta messe onde eu e você dissemos sim deve inspirar estes sentimentos de disposição e alegria de seguir a uma Pessoa que “olhou em nossos olhos com amor e nos elegeu” (Mt 9,9). Nada pode ser maior que este chamado feito por Ele e a luz de seus olhos penetrando nos nossos não pode ser ofuscado por situações passageiras. Seu amor me seduziu, por isso, “aqui estou” (I Sm 3,5).


 

 
Frei Rhuam Ferreira Rodrigues de Almeida, OAR - Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Agosto 2014
 

 
Monjas Agostinianas Recoletas
 

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4 de ago de 2014

ACONTECEU NA PARÓQUIA AGOSTINIANA RECOLETA DE NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO: RETIRO DE MÚSICA LITÚRGICA (03/08/2014).

Paróquia Nossa Senhora da Consolação
Cachoeiro do Itapemirim-ES

Participantes do Retiro


        No domingo, 3 de agosto de 2014, aconteceu no Cerimonial Pedro Secco, no Bairro IBC, em Cachoeiro de Itapemirim, o Retiro da Música Litúrgica, que envolveu três paróquias da cidade de Cachoeiro de Itapemirim: Nossa Senhora da Consolação, Sagrados Corações de Jesus e Maria e São Filipe, Apóstolo.

        Conforme a organização desse retiro aproximadamente 150 pessoas participaram do retiro, tendo como tema trabalhado "Espiritualidade na Música Litúrgica" e lema: "Cantai ao Senhor um cântico novo!".

        Esse retiro contou com a assessoria de Frei Agostinho Morosini, O.A.R. (pároco da Paróquia Nossa Senhora da Consolação), Padre Thiago Vargas (pároco da Paróquia São Filipe, Apóstolo) e do seminarista diocesano Cristian.

        Agradecemos a todas as pessoas que trabalharam nesse retiro.
 

PASCOM da Consolação – Blog da Paróquia N. S. Consolação
Edição para o Blog da Província: Frei Ricardo, OAR


Frei Agostinho Morosini, OAR

 
Seminarista Cristian e Frei Agostinho durante a missa
 
 
"Cantai ao Senhor um cântico novo".
 

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