19 de nov de 2014

CARDEAL JOSEPH RATZINGER: A DITADURA DO RELATIVISMO.

Província Santa Rita de Cássia
Brasil



Texto da homilia do então Cardeal Joseph Ratzinger, futuro Bento XVI, pronunciada na Missa Pro Eligendo Pontífice, celebrada no dia 18 de abril de 2005.

        Nesta hora de grande responsabilidade, escutamos com particular atenção aquilo que o Senhor nos diz com as suas próprias palavras. Das três leituras, queria escolher apenas algumas passagens que nos dizem diretamente respeito num momento como este.
        A primeira leitura oferece um retrato profético da figura do Messias – um retrato que ganha todo o seu significado quando Jesus lê este texto na sinagoga de Nazaré, e diz: Hoje cumpriu-se este passo da Escritura (Lc 4, 21). No centro deste texto profético, encontramos uma palavra que – pelo menos à primeira vista – parece contraditória. O Messias, falando de Si mesmo, diz que foi enviado a proclamar o ano da graça do Senhor, o dia da vingança da parte do nosso Deus (Is 61, 2).
        Escutemos, com alegria, o anúncio do ano da misericórdia: a misericórdia divina põe um limite ao mal – disse-nos o Santo Padre. Jesus Cristo é a Misericórdia divina em pessoa: encontrar Cristo significa encontrar a misericórdia de Deus.
        O mandato de Cristo tornou-se o nosso mandato, através da unção sacerdotal; somos chamados a promulgar – não só com palavras, mas com a vida, e com os sinais eficazes dos sacramentos, o ano de misericórdia do Senhor.
        Mas o que é que Isaías quer dizer quando anuncia o dia da vingança do nosso Deus? Jesus, em Nazaré, na sua leitura do texto profético, não pronunciou estas palavras – concluiu anunciando o ano da misericórdia. Foi talvez, este o motivo do escândalo que se gerou depois da sua pregação? Não o sabemos.
        De qualquer modo, o Senhor ofereceu o seu comentário autêntico relativamente a estas palavras com a morte de cruz. Ele levou os nossos pecados em seu Corpo, sobre o madeiro..., diz São Pedro (1 Pe 2, 24). E São Paulo escreve aos Gálatas: Cristo resgatou-nos da maldição da Lei, ao fazer-se maldição por nós, pois está escrito: “Maldito seja todo aquele que é suspenso no madeiro”. Isto para que a bênção de Abraão chegasse até aos gentios, em Cristo Jesus, para recebermos a promessa do Espírito, por meio da fé (Gal 3, 13 e segs.). A misericórdia de Cristo não é uma graça que se pode comprar por baixo preço, não supõe a banalização do mal. Cristo carrega no seu Corpo e na sua Alma todo o peso do mal, toda a sua força destruidora. Ele queima e transforma o mal no sofrimento, no fogo do seu amor sofredor.
        O dia da vingança e o ano da misericórdia coincidem no Mistério Pascal, em Cristo morto e ressuscitado. Esta é a vingança de Deus: Ele mesmo, na Pessoa do Filho, sofre por nós. Quanto mais somos tocados pela misericórdia do Senhor, tanto mais entramos em solidariedade com o seu sofrimento – tornamo-nos disponíveis para completar na nossa carne o que falta à Paixão de Cristo (Col 1, 24).
        Passemos à segunda Leitura, à Epístola aos Efésios. Aqui, trata-se, essencialmente, de três coisas: em primeiro lugar, dos ministérios e dos carismas na Igreja, como dons do Senhor ressuscitado e que subiu ao Céu; em seguida, trata-se do amadurecimento da fé e do conhecimento do Filho de Deus, como condição e conteúdo da unidade no corpo de Cristo; e, por fim, trata-se da participação comum no crescimento do Corpo de Cristo, isto é, da transformação do mundo na comunhão com o Senhor. Detenhamo-nos apenas sobre dois pontos.
        O primeiro é o caminho para a maturidade de Cristo – assim diz o texto italiano, simplificando um pouco. Segundo o texto grego, devemos mais precisamente falar da medida da plenitude de Cristo, à qual somos chamados a atingir para sermos realmente adultos na fé. Não devemos permanecer crianças na fé, em estado de menoridade. E em que é que consiste ser crianças na fé? Responde São Paulo: significa ser batidos pelas ondas e levados ao sabor de qualquer vento de doutrina... (Ef 4, 14). Uma descrição muito atual! Quantos ventos de doutrina conhecemos nestes últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantos modos de pensamento... A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi não raro agitada por estas ondas – lançada dum extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até ao ponto de chegar à libertinagem; do coletivismo ao individualismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo e por aí adiante.
        Todos os dias nascem novas seitas e cumpre-se assim o que São Paulo disse sobre o engano dos homens, sobre a astúcia que tende a induzir ao erro (cf. Ef 4, 14). Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, é freqüentemente catalogado como fundamentalismo, ao passo que o relativismo, isto é, o deixar-se levar ao sabor de qualquer vento de doutrina, aparece como a única atitude à altura dos tempos atuais. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que usa como critério último apenas o próprio “eu” e os seus apetites.
        Nós, pelo contrário, temos um outro critério: o Filho de Deus, o verdadeiro homem. É Ele a medida do verdadeiro humanismo. Não é “adulta” uma fé que segue as ondas da moda e a última novidade; adulta e madura é antes uma fé profundamente enraizada na amizade com Cristo. É essa amizade que se abre a tudo aquilo que é bom e que nos dá o critério para discernir entre o que é verdadeiro e o que é falso, entre engano e verdade.
        Devemos amadurecer essa fé adulta. A essa fé devemos guiar o rebanho de Cristo. E é esta fé – e somente a fé – que cria unidade e se realiza na caridade. Em contraste com as contínuas peripécias daqueles que são como crianças batidas pelas ondas, São Paulo oferece-nos a este propósito uma bela palavra: praticar a verdade na caridade, como fórmula fundamental da existência cristã. Em Cristo, verdade e caridade coincidem. Na medida em que nos aproximamos de Cristo, assim também na nossa vida, verdade e caridade se fundem. A caridade sem a verdade seria cega; a verdade sem a caridade seria como um címbalo que tine (1 Cor 13, 1).
        Vejamos agora o Evangelho, de cuja riqueza queria extrair apenas duas pequenas observações. O Senhor dirige-nos estas maravilhosas palavras: Já não vos chamo servos... mas chamei-vos amigos (Jo 15, 15). Tantas vezes sentimos que somos – e é verdade – apenas servos inúteis (cf. Lc 17, 10). E não obstante isto, o Senhor chama-nos amigos, faz-nos seus amigos, dá-nos a sua amizade. O Senhor define a amizade de um duplo modo. Não existem segredos entre amigos: Cristo diz-nos tudo quanto escuta do Pai; dá-nos toda a sua confiança e, com a confiança, também o conhecimento. Revela-nos o seu rosto, o seu coração. Mostra-nos a sua ternura por nós, o seu amor apaixonado que vai até à loucura da cruz. Confia-se a nós, dá-nos o poder de falar com o seu Eu: Isto é o meu Corpo..., Eu te absolvo... Confia o seu Corpo, a Igreja a nós. Confia às nossas débeis mentes, às nossas débeis mãos a sua Verdade – o mistério de Deus Pai, Filho e Espírito Santo; o mistério do Deus que amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho unigênito (Jo 3, 16). Fez de nós seus amigos – e nós, como respondemos?
        O segundo elemento, com que Jesus define a amizade é a comunhão das vontades. Idem velle – idem nolle lt;“os mesmos gostos e repulsas”gt;, era também para os romanos a definição de amizade. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que vos mando (Jo 15, 14). A amizade com Cristo coincide com aquilo que o terceiro pedido do Pai-Nosso exprime: Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu. Na hora do Getsêmani, Jesus transformou a nossa vontade humana rebelde em vontade conforme e unida à vontade divina. Sofreu todo o drama da nossa autonomia – e é exatamente pondo a nossa vontade nas mãos de Deus, que nos dá a verdadeira liberdade: Não se faça como Eu quero, mas como Tu queres (Mt 26, 39). Nesta comunhão das vontades, realiza-se a nossa Redenção: ser amigos de Jesus, tornar-se amigos de Deus. Quanto mais amamos Jesus, tanto mais O conhecemos, tanto mais cresce a nossa verdadeira liberdade, cresce a alegria de ser redimidos. Obrigado Jesus, pela tua amizade!
        O outro elemento do Evangelho que queria acenar é o discurso de Jesus sobre o dar fruto: Fui Eu que vos escolhi e vos destinei para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça (Jo 15, 16). Aparece aqui o dinamismo da existência do cristão, do apóstolo: Escolhi-vos para que vades... Devemos animar-nos nesta santa inquietação: a inquietação de levar a todos o dom da fé, da amizade com Cristo. Em verdade, o amor, a amizade de Deus foi-nos dada para que chegue também aos outros. Recebemos a fé para a dar a outros – somos sacerdotes para servir outros. E devemos dar um fruto que permaneça.
        Todos os homens querem deixar um rasto que permaneça. Mas o que é que permanece? O dinheiro não. Os edifícios também não; muito menos os livros. Após um certo tempo, mais ou menos longo, todas estas coisas desaparecem. A única coisa que permanece eternamente é a alma humana, o homem criado por Deus para a eternidade.
        O fruto que permanece é, portanto, aquilo que semeamos nas almas humanas – o amor, o conhecimento; o gesto capaz de tocar o coração; a palavra que abre a alma à alegria do Senhor.
        Então vamos e rezemos ao Senhor para que nos ajude a dar fruto, um fruto que permaneça. Somente assim a terra se transforma de vale de lágrimas, em jardim de Deus.
        Enfim, voltemos mais uma vez, à Epístola aos Efésios. A Epístola diz – com as palavras do Salmo 68 – que Cristo, tendo subido ao Céu, distribuiu dons pelos homens (Ef 4, 8).
        O Vencedor distribui dons. E estes dons são apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. O nosso ministério é um dom de Cristo aos homens, para construir o seu Corpo – o mundo novo. Vivamos o nosso ministério assim, como dom de Cristo para os homens! Mas nesta hora, sobretudo, rezemos com insistência ao Senhor, para que depois do grande dom do Papa João Paulo II, nos dê novamente um Pastor segundo o seu coração, um Pastor que nos leve ao conhecimento de Cristo, ao seu amor, à verdadeira alegria. Amém.

Por Joseph Ratzinger - http://www.quadrante.com.br/
Edição para o Blog da Província: Frei Ricardo, OAR
Fonte: Vaticano


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17 de nov de 2014

ACONTECEU: 16/11/2014 – CRISMA NA PARÓQUIA AGOSTINIANA RECOLETA NOSSA SENHORA DE LOURDES – SÃO PAULO-SP.

Paróquia Nossa Senhora de Lourdes
São Paulo-SP



Ontem, dia 16-11-2014 às 10h30min, 23 jovens foram crismados na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes (São Paulo-SP), onde trabalham os frades Agostinianos Recoletos.
A celebração foi presidida por Dom Fernando Penteado (Bispo Emérito da Região Lapa-SP) e concelebrado pelo pároco, Frei Egisto.
Durante todo decorrer do ano de 2014, estes jovens foram preparados pelos catequistas: Jorge, Nair, Kátia e Marta Elza.

Caros Jovens,
Hoje é um dia muito especial, pois cada um de vocês está confirmando a aceitação do batismo, que os livrou do pecado original e os aproximou de Deus.
A confirmação da aceitação de Deus é mais o que um ato religioso, pois é a consolidação de um laço de amor e amizade que vai acompanhá-los por toda vida. Vocês, agora, estão estendendo a mão a Deus e, humildemente, pedem a ele que os guie sempre pelo melhor caminho...
É claro que, em sua extrema bondade e atenção, ele jamais se omitiria em iluminar os vossos corações e mentes, em oferecer-lhes sempre uma lanterna para iluminar esta longa estrada que é a vida.
Mas, a aceitação espontânea do batismo vai trazer a cada um de vocês uma confiança maior para enfrentar qualquer obstáculo que possa surgir durante a caminhada, pois a partir de hoje cada um de vocês tem a certeza de que pode contar com o amigo mais fiel, poderoso e benevolente que existe: o Amor de Deus.
Que ele permaneça em vossos corações por toda a vida. Pela vida eterna!

Por Frei Ricardo, OAR
Fotos: Frei Rhuam, OAR

Veja algumas fotos da celebração:


















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MILAGRE DA ÁGUA: FESTA DE SANTA JUDITE EM CASTELO-ES.

Paróquia Nossa Senhora da Penha
Castelo-ES

Frei Mário em procissão à fonte


Em meados do século XX, várias famílias de imigrantes italianos chegavam ao sul do Estado do ES. Entre estas famílias, encontravam-se a FAMÍLIA LUZORIO, que passaram a habitar no interior do município de Castelo-ES. No entanto, o local onde foram habitar tinha uma grande escassez de água. Como a fé em Deus e pela intercessão de Santa Judite, brotou naquele lugar uma fonte de água, um verdadeiro milagre de Deus. Por isso, até hoje, todos os anos é celebrada naquele local as maravilhas de Deus pela intercessão de Santa Judite. Neste ano de 2014, a celebração eucarística foi presidida pelo pároco de Castelo, Frei Mário no último domingo passado (16-11).
  
Santa Judite - Comemoração litúrgica: 29 de junho.
Foi por volta do ano 1100 que Judite, filha do rei da Inglaterra decidiu abraçar a fé cristã na prática da solidão e intensos sacrifícios por amor a Nosso Senhor.
Tudo começou quando Salomé, parenta próxima do rei, a Deus deu seu amor, decidindo abandonar a corte real. A sua formosura era o reflexo das belas virtudes que lhe adornavam a alma.  Duas empregadas dedicadas e fiéis, notando na senhora mudança muito grande, e querendo saber os motivos de seu recolhimento, a interpelaram. Salomé com suas santas argumentações, acabou despertando nelas igual desejo de pertencer só a Deus e de se afastarem do mundo. De comum acordo e sem se despedir de pessoa alguma, empreenderam uma viagem à Terra Santa, onde com muita devoção visitaram os Santos Lugares.
Salomé, que acompanhava o divino Esposo, no caminho da dor, até o monte calvário, teve de percorrer ainda outro caminho, mais doloroso para ela. Na viagem de regresso perdeu, pela morte, as fiéis companheiras. Firme, porém, era-lhe o propósito de não voltar mais à corte real da Inglaterra, e levar uma vida pobre e desconhecida no estrangeiro. Através de muitas dificuldades tinha chegado a Ratisbona, onde profundamente se aborreceu de alguns galanteios à sua formosura. Humilhando-se diante de Deus, em fervorosas preces pediu que lhe tirasse os atrativos tentadores. Esta oração foi ouvida. Acometida de uma enfermidade, em poucos dias perdeu a vista. Além da cegueira, Deus mandou-lhe uma doença que se parecia com a lepra e que a atormentou por algum tempo. Hospedada em casa de uma piedosa senhora, lá poderia ter ficado, se o desejo insaciável de penitência não lhe tivesse reclamado constantemente uma vida mais retirada. O abade de Niederaltaich, tendo notícia da vida santa de Salomé, convidou-a a mudar de residência para perto do convento. Salomé obedeceu a ordem de seu diretor e foi ocupar a cela que o mesmo mandara construir para seu uso, nas adjacências do mosteiro.
O rei da Inglaterra, alarmado com a excessiva demora da parenta, fez repetidas pesquisas, para descobrir-lhe o paradeiro. A Princesa Judite, sua filha, que tinha enviuvado, resolveu ir à Terra Santa, para onde levou grande equipamento, animada de esperança de encontrar a querida Salomé. Na volta, passando pela Baviera, descobriu o lugar onde ela morava. Grande foi o contentamento de ambas. Mas em vez de voltar à Inglaterra, resolveram terminar os dias na solidão, servindo a Deus em oração e praticando penitência.

Reflexões:
Se não podemos imitar Santa Judite e Santa Salomé no heroísmo e sair também da nossa pátria, para no estrangeiro dedicar a Deus uma vida de sacrifícios e de oração, devemos admirar a prontidão com que seguiram a inspiração, que do céu lhes veio, de abandonar tudo e morrer na solidão. Achando-nos, como nos achamos, no caminho da eternidade, cuidemos de não nos afastar do caminho reto e não nos perder, no meio de perigos e contrariedades. Louvável, se não sempre exequível, é o desejo de visitar os Santos Lugares da Palestina. Na Santíssima Eucaristia temos mais que os Santos Lugares. Cada Comunhão confere-nos maiores graças, que a visita aos lugares da Terra Santa. O Santíssimo Sacramento é Deus Nosso Senhor em pessoa; nele encontramos a Carne, o Sangue, a humanidade e a divindade, o corpo e a alma de Jesus.

In.: Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas Gerais, 1959.
Edição para o Blog: Frei Ricardo, OAR

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ACONTECEU O ENCONTRO VOCACIONAL AGOSTINIANO RECOLETO COM OS CANDIDATOS A INGRESSAREM NO SEMINÁRIO EM 2015. CAPELINHA - FRANCA-SP.

Paróquia Nossa Senhora Aparecida
Franca-SP
Vocacionados com Frei Wesley

Aconteceu neste último final de semana passado, dias 14, 15 e 16 de novembro de 2014 o Encontro Vocacional Agostiniano Recoleto no Seminário Nossa Senhora Aparecida com os candidatos a ingressarem em nossa Ordem no próximo ano de 2015, na cidade de Franca-SP. O encontrou contou com a presença de vários jovens de todo Brasil (SP, MG, ES, BA, RJ) que se sentem chamados à vida agostiniana recoleta. Estiveram à frente dos trabalhos, os promotores vocacionais provinciais: Frei André Pereira e Frei Wesley Silva Rosa.

E você jovem? Venha ser um Agostiniano Recoleto!
"Tarde de amei, beleza infinita. Tarde de amei, tarde te amei, beleza sempre antiga e sempre nova...
No entanto Senhor estavas dentro em mim e eu fora de ti..."
Frei Ricardo, oar

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